Transparência editorial
Como funciona o RADAR
Tecnologia ajuda a encontrar o que merece atenção. A conclusão jornalística continua dependendo de documentos, contexto e revisão humana.
1. Coleta oficial
Consultamos o PNCP e portais oficiais de transparência. Araucária é a prioridade; Curitiba e municípios monitorados da Região Metropolitana formam a cobertura secundária.
2. Arquivo da prova
Quando o PNCP disponibiliza o edital ou o termo de referência, o RADAR preserva uma cópia pública e mantém o endereço do documento original.
3. Leitura automática
PDFs pesquisáveis são lidos localmente, sem serviço pago de inteligência artificial. O sistema procura valores, preços unitários explicitamente identificados, quantidades, datas e prazos. O texto armazenado é limitado a 50 mil caracteres por processo.
4. Limites técnicos
Arquivos digitalizados sem camada de texto são marcados para OCR ou leitura manual. A extração pode separar colunas de tabelas ou encontrar valores fora de contexto; por isso ela serve para localizar trechos, não para concluir.
5. Comparação
Preços unitários só entram na comparação quando o próprio documento os identifica dessa forma e existem processos semelhantes. Valores globais e unitários nunca são tratados como equivalentes.
6. Sinais para apuração
O sistema procura valores atípicos, repetição de objetos, concentração em fornecedores, dispensas, inexigibilidades e outros padrões que merecem conferência.
7. Revisão editorial
A publicação exige contexto, identificação clara da fonte e linguagem proporcional ao que está documentado: relato, indício, apontamento, investigação ou decisão definitiva.