VITOR LASSEN

Transparência editorial

Como funciona o RADAR

Tecnologia ajuda a encontrar o que merece atenção. A conclusão jornalística continua dependendo de documentos, contexto e revisão humana.

1. Coleta oficial

Consultamos o PNCP e portais oficiais de transparência. Araucária é a prioridade; Curitiba e municípios monitorados da Região Metropolitana formam a cobertura secundária.

2. Arquivo da prova

Quando o PNCP disponibiliza o edital ou o termo de referência, o RADAR preserva uma cópia pública e mantém o endereço do documento original.

3. Leitura automática

PDFs pesquisáveis são lidos localmente, sem serviço pago de inteligência artificial. O sistema procura valores, preços unitários explicitamente identificados, quantidades, datas e prazos. O texto armazenado é limitado a 50 mil caracteres por processo.

4. Limites técnicos

Arquivos digitalizados sem camada de texto são marcados para OCR ou leitura manual. A extração pode separar colunas de tabelas ou encontrar valores fora de contexto; por isso ela serve para localizar trechos, não para concluir.

5. Comparação

Preços unitários só entram na comparação quando o próprio documento os identifica dessa forma e existem processos semelhantes. Valores globais e unitários nunca são tratados como equivalentes.

6. Sinais para apuração

O sistema procura valores atípicos, repetição de objetos, concentração em fornecedores, dispensas, inexigibilidades e outros padrões que merecem conferência.

7. Revisão editorial

A publicação exige contexto, identificação clara da fonte e linguagem proporcional ao que está documentado: relato, indício, apontamento, investigação ou decisão definitiva.

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