Título anterior: “PREFEITO GUSTAVO PROMETE LAR E EXTERMINA TETOS”. Atualizado para linguagem factual e proporcional ao estágio de apuração.
Desmonte de moradias em ocupação gera cobrança por alternativas às famílias
Famílias afetadas pelo desmonte das estruturas cobram explicações e alternativas de moradia do Município de Araucária.
Ao arrepio da palavra dada em campanha, o prefeito Gustavo Botogoski ordenou o desmonte sumário das casas erguidas na ocupação, deixando dezenas de famílias—muitas com crianças e idosos—sem teto e sem alternativa. Apenas semanas antes, como candidato, ele distribuíra batatas e promessas de moradia digna àquela comunidade empobrecida, angariando votos com discursos sentimentalistas que agora soam como piada de mau gosto.
Durante a campanha, Botogoski assegurou que “ninguém seria desalojado” e que a prefeitura trabalharia para construir habitações populares na região e regularização. Hoje, as fundações de barracos e palafitas jazem em entulhos. A ironia amarga: a mesma gestão que prometeu teto firmou contrato para demolição, ignorando o drama humano de quem dependia daquele abrigo improvisado.
Moradores revoltados afirmam que o desmonte se deu de maneira violenta, sem aviso prévio ou alternativa de realocação. “Eles chegaram com máquinas, derrubaram nossas paredes de lona e janelas de madeira. Uma mãe com seu filho especial nem teve tempo de pegar seus remédios”, relata uma das vítimas. A guinada autoritária de Botogoski escancara a falácia de sua “gestão participativa”, transformando eleitor em inimigo.
O episódio deixa claro que a administração Botogoski está fadada ao fracasso social. Ao trocar solidariedade por ação truculenta, o prefeito não só quebra o contrato moral com seus eleitores como lança abundantes sombras sobre quaisquer futuras iniciativas habitacionais. Resta agora à Câmara Municipal, aos conselhos de direitos humanos e ao Ministério Público verificarem se houve abuso de poder e violação ao direito constitucional à moradia.
Atualizada em 31 de agosto de 2026.
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