VITOR LASSEN
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ARAUCARIA SOB SUSPEITA: PESQUISA DE MÍDIA PODE SER MANOBRA PARA ENCOBRIR NEGLIGÊNCIA DAS NECESSIDADES BÁSICAS OU PROMOÇÃO PESSOAL ?

15 de fevereiro de 2025·3 min de leitura

Em meio a um cenário de carência de investimentos em saúde, educação e infraestrutura, o prefeito de Araucária, Gustavo Botogoski, surpreende e intriga ao destinar R$17.600,00 para uma pesquisa de avaliação dos canais de comunicação e mídia do município. Oficialmente, o estudo seria uma ferramenta para aproximar os munícipes da administração, mas críticas apontam para uma finalidade obscura: a promoção midiática pessoal do gestor, já que ele quer aparecer na maioria das mídias, seja no contêiner, parque, festa de igreja e outros.

Especialistas em gestão pública e fontes internas afirmam que, em um contexto de demandas urgentes e necessidades básicas desatendidas, a escolha por investir quase R$18 mil em comunicação soa desproporcional. “Enquanto as famílias enfrentam longas filas em postos de saúde e problemas diários com infraestrutura urbana, recursos estão sendo direcionados para aprimorar a imagem do prefeito nas redes e demais mídias locais”, comenta um analista do setor.

A campanha midiática do prefeito Botogoski, sempre marcada por discursos impactantes e forte presença nas redes sociais, agora parece ter encontrado em Araucária o cenário perfeito para reforçar sua popularidade, independentemente das reais prioridades da população. O valor investido na pesquisa, que poderia ser aplicado em melhorias essenciais, desperta a indignação de cidadãos e críticos que veem nesse gasto um claro desvio de foco das necessidades primordiais do município.

Fontes próximas ao gabinete afirmam que a pesquisa está sendo elaborada com um viés que privilegia estratégias de marketing político, enfatizando a comunicação com o objetivo de consolidar o poder e a imagem pessoal do prefeito. “Não se trata de um simples levantamento de opinião, mas de uma ferramenta que pode ser usada para promover uma agenda midiática e encobrir a falta de investimentos em áreas realmente necessárias”, revela um funcionário que preferiu não se identificar. ( Fonte Sigilosa)

Enquanto Araucária clama por soluções concretas para problemas estruturais, o gasto com a pesquisa de canais de comunicação evidencia um contraste chocante entre a retórica de aproximação com a população e a prática de priorizar a autopromoção. Num momento em que a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos são mais exigidas do que nunca, a decisão de Botogoski levanta sérias questões sobre as verdadeiras prioridades de sua administração.

A sociedade araucarianas acompanha de perto os desdobramentos dessa polêmica, exigindo que, antes de investir em estratégias midiáticas, o governo municipal direcione seus esforços e recursos para a resolução dos problemas que afligem o cotidiano dos cidadãos.

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