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Gaeco prende vereador suspeito de ser dono de empresas contratadas por prefeitura no interior do Paraná

15 de maio de 2019·4 min de leitura
Gaeco prende vereador suspeito de ser dono de empresas contratadas por prefeitura no interior do Paraná

TEMOS EM ARAUCÁRIA DOIS VEREADORES COM EMPRESAS E CONTRATOS COM A PREFEITURA, UM DO TRANSPORTE ESCOLAR E OUTRO DE LABORATÓRIO.

Quando o Gaeco funciona a coisa acontece.

Segundo o Gaeco, quatro prisões já foram feitas nesta quarta-feira (15), entre elas as do vereador Nilson Hachmann (PSC) e do filho dele.

Nilson Erno Hachmann, do PSC, foi preso preventivamente — Foto: Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon

Nilson Erno Hachmann, do PSC, foi preso preventivamente — Foto: Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon.

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná cumpre mandados de prisão preventiva contra o vereador Nilson Hachmann (PSC) de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, e outros quatro investigados nesta quarta-feira (15).

A investigação apura crimes praticados contra a administração pública. De acordo com o MP, Nilson Hachmann era dono de empresas, registradas em nome de terceiros, que participavam de licitações do município, burlando a proibição de contratação com o setor público.

As empresas atuam em áreas diversas, como obras públicas de pavimentação rural, prestação de serviços e transporte escolar. As demais pessoas ligadas a ele aparecem como laranjas em empresas das quais ele é dono, conforme o Gaeco.

O vereador Nilson Hachmann está no quinto mandato na Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon. Ele foi secretário municipal entre os anos de 2009 e 2012.

Mandados

Segundo o Gaeco, quatro prisões já foram feitas, entre elas a do vereador e do filho dele Lucas Adrian Hachmann. O último investigado não foi localizado, até a publicação desta reportagem.

De acordo com o MP, além dos mandados de prisão, são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e a suspensão do exercício do cargo contra uma servidora do município.

No momento da operação, os funcionários da prefeitura e da câmara não puderam entrar pra trabalhar.

São cumpridos também, vinte mandados de busca e apreensão e a suspensão do exercício do cargo contra uma servidora do município — Foto: Sandro Mesquita São cumpridos também, vinte mandados de busca e apreensão e a suspensão do exercício do cargo contra uma servidora do município — Foto: Sandro Mesquita

São cumpridos também, vinte mandados de busca e apreensão e a suspensão do exercício do cargo contra uma servidora do município — Foto: Sandro Mesquita

O que dizem os citados

A defesa do vereador disse que a prisão do cliente foi precipitada, pois não há elementos que levem à necessidade da prisão neste momento, uma vez os fatos investigados são antigos.

O advogado do vereador, Márcio Berti, também responde pela defesa do filho dele. Berti disse ainda que está retornando de uma viagem Porto Alegre (RS) para ter mais informações sobre o processo que resultou na prisão de ambos.

A Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon também se posicionou a respeito das prisões, e disse que está à disposição para prestar qualquer esclarecimento às autoridades. Também reafirmou a lisura de todos os atos administrativos da atual direção da Casa.

Veja a íntegra da nota da Câmara:

“Referente à operação do Gaeco nesta quarta-feira (15), que resultou na prisão preventiva do vereador Nilson Hachmann e de outras quatro pessoas, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão, inclusive na Prefeitura e na sede do Poder Legislativo, a Câmara de Vereadores informa que:

– A operação no Poder Legislativo foi específica em relação ao vereador preso;

– Os contratos suspeitos de irregularidades foram firmados entre empresas e a Prefeitura. Nenhuma licitação ou contrato envolvendo a Câmara de Vereadores está sob suspeita dos investigadores;

– As buscas no Poder Legislativo restringiram-se exclusivamente à mesa e ao arquivo particular do vereador;

– Não houve buscas na contabilidade, nem na secretaria ou qualquer outro gabinete ou dependência da Câmara de Vereadores.”

O G1 tenta contato com a defesa dos demais investigados.

Veja mais notícias da região no G1 Oeste e Sudoeste.

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