Justiça bloqueia R$ 1,4 milhão de ex-prefeito de Brodowski e mais três por fraude em licitações
Segundo MP, Elves Sciarretta Carreira, ex-secretário e empresários formaram organização entre 2013 e 2016, e desviaram ao menos R$ 476 mil dos cofres públicos. Acusados negam crimes. A Justiça bloqueou R$ 1,4 milhão em bens do ex-prefeito de Brodowski (SP) Elves Sciarretta Carreira, do ex-sec
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/e/P/EoDIytTrS4ibKw0c45JQ/prefeitura-brodowski.jpg)
Segundo MP, Elves Sciarretta Carreira, ex-secretário e empresários formaram organização entre 2013 e 2016, e desviaram ao menos R$ 476 mil dos cofres públicos. Acusados negam crimes.
A Justiça bloqueou R$ 1,4 milhão em bens do ex-prefeito de Brodowski (SP) Elves Sciarretta Carreira, do ex-secretário da Saúde Davi Eiji Furutani de Oliveira e de dois empresários por suspeita de fraude em licitações.
Eles são acusados pelo Ministério Público (MP) de integrar uma organização que fraudou licitações na Prefeitura entre 2013 e 2016. Os desvios dos cofres públicos somaram R$ 476 mil.
Por telefone, o ex-prefeito disse que todos os contratos questionados foram cumpridos e executados dentro da lei, e no preço de mercado.
Os empresários Júlio Carlos Mendez da Silva e Paulo Roberto Teixeira Martins tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e são considerados foragidos.
As defesas deles e do ex-secretário não foram localizadas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/e/P/EoDIytTrS4ibKw0c45JQ/prefeitura-brodowski.jpg)
Denúncia
Segundo o promotor de Justiça Leonardo Bellini de Castro, a ação civil por improbidade administrativa foi ajuizada com base em um inquérito que identificou um grupo formado para desviar recursos da administração municipal.
“Uma empresa em particular foi vencedora de, pelo menos, 13 processos licitatórios. Ao longo da investigação, se detectou que essa empresa, na verdade, é fantasma. Ela não dispunha de sede, de empregados, da mínima capacidade técnica operacional para prestar os serviços”, disse.
Ainda de acordo com a Promotoria, a empresa fictícia foi contratada para serviços de portaria e controle de fluxo de pessoas, além da realização de obras e reformas em prédios públicos.
A equipe de reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, esteve no endereço onde funcionava o suposto estabelecimento. Atualmente, o imóvel abriga um bar que não tem nenhuma relação com a fraude.
Castro afirma que a Prefeitura não fiscalizou os serviços contratados. Segundo o promotor, o então prefeito nomeou Oliveira como secretário para que ele atestasse falsamente a execução de serviços não realizados ou realizados parcialmente.
“A participação do ex-prefeito decorre do fato de que ele era responsável por homologar os processos licitatórios, por celebrar os contratos administrativos com essa empresa fantasma e por autorizar os pagamentos e emitir as ordens de pagamento”, afirmou.
Ainda segundo o promotor, durante a investigação, os empresários tentaram impedir a apuração das suspeitas e tiveram as prisões preventivas decretadas. Os quatro réus respondem por organização criminosa, fraude em licitação e emprego irregular de verbas públicas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/f/T/pNBcboTBqp97gDhdTbrQ/promotor1.jpg)
Fonte: G1
Newsletter
Não perca a próxima matéria
Receba no email quando publicarmos novas denúncias e investigações.
