TURISMO OFICIAL EM ARAUCARIA ? SECRETÁRIO DE GOVERNO TEM ORÇAMENTO REFORÇADO EM 100 MIL PARA PAGAR VIAGENS E DIÁRIAS.
Em um novo movimento controverso da administração municipal de Araucária, o Decreto nº 42.020/2025 autoriza a suplementação de R$ 100.000,00 no orçamento da Secretaria Municipal de Governo, direcionando R$ 40.000,00 para diárias e R$ 60.000,00 para passagens e despesas com locomoção. O montante, no


Em um novo movimento controverso da administração municipal de Araucária, o Decreto nº 42.020/2025 autoriza a suplementação de R$ 100.000,00 no orçamento da Secretaria Municipal de Governo, direcionando R$ 40.000,00 para diárias e R$ 60.000,00 para passagens e despesas com locomoção. O montante, no entanto, advém da anulação de dotação antes destinada a indenizações e restituições trabalhistas, o que levanta questionamentos sobre a prioridade da gestão dos recursos municipais.
A Secretaria de Governo, responsável por dar suporte administrativo ao Executivo, tem entre suas atribuições a intermediação entre a Prefeitura e outras esferas do poder. Entretanto, a necessidade de um montante tão expressivo para deslocamentos e diárias não é detalhada no decreto, deixando em aberto quais eventos ou reuniões demandariam tal despesa, FATO QUE LEVANTA SUSPEITAS !
QUAL A ATITUDE DA EX-VEREADORA E ATUAL VICE PREFEITA ?
O tema remete a um escândalo anterior envolvendo o ex-Secretário de Governo, Genildo Carvalho, que viajou a Brasília para um evento institucional e, em meio às atividades, desfrutou de um refinado prato de bacalhau, cuja conta foi paga com recursos públicos. O episódio gerou revolta e críticas contundentes da então vereadora e atual vice-prefeita Tatiana Nogueira, que à época vociferou contra o uso indevido do dinheiro da população.
Com a recente movimentação financeira, a história parece se repetir, suscitando preocupações sobre a transparência e a moralidade na aplicação dos recursos municipais. Em um contexto em que direitos trabalhistas são preteridos em favor de viagens de gabinete, o princípio da moralidade administrativa se vê sob risco, podendo resultar em questionamentos por parte dos órgãos fiscalizadores e da própria população.
A oposição política e entidades da sociedade civil devem cobrar esclarecimentos sobre os critérios que justificam o reforço orçamentário, bem como a prestação de contas detalhadas dos deslocamentos financiados com verba pública. Resta saber se a nova gestão seguirá pelo mesmo caminho do passado ou se adotará uma postura de maior austeridade e compromisso com os interesses da coletividade.
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